Escola em Ribeirão Preto de Educação Infantil e Ensino Fundamental

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Ensino Fundamental em Ribeirão Preto

ESCOLA INTERATIVA.
O jeito humano de aprender.

O ensino e as imagens  

Universo de Possibilidades

Eugênia Maria Dantas
Departamento de História e Geografia Universidade Federal do Rio Grande do Norte

“O neurofisiologista François Vital-Durand em entrevista concedida a Guitta Pessis Pasternak (2001), afirma que o ser humano é capaz de memorizar cerca de cem mil imagens, que podem ser identificadas em fração de segundos. Células fotossensíveis colocam-nos no mundo das luzes, mas não nos livram do universo das sombras dos significados. É no contato com as imagens do mundo que aguçamos a nossa percepção, passamos a viver experiências e produzir uma linguagem que é simultaneamente verbal e pré-verbal.O fato é que ver é uma operação que emerge com a experiência do olhar por meio do contato com o ambiente. O ato de olhar impõe ao sujeito a tarefa de codificar e decodificar o mundo a sua volta. Se, por um lado, retira o homem da cegueira primordial, por outro, impõe a visão das dores,horrores e sacrifícios que cercam a trajetória dos homens na Terra. Como uma máquina de produzir e armazenar imagens, estamos submetidos aos ritmos biológicos e culturais do nosso ser”.

“A centralidade que parece assumir o órgão da visão no processo de compreensão do mundo deve ser relativizada em favor das redes de conexões e dependências nas quais está envolvido. Isso porque para ver não basta olhar, sendo esse ato um processo complexo que se estabelece no interior da dialógica cérebro-cultura-indivíduo. Na verdade, o saber olhar de que estamos tratando parte dessa concepção, ao mesmo tempo em que aposta nas emergências de complexidade capazes de suscitar novos patamares de ordenação do mundo pelo sujeito. Dessa perspectiva, saber olhar é descongelar sentidos estabelecidos, paradigmas já consagrados, interpretações cristalizadas, imagens congeladas e fixas.”

“Descongelar o que está registrado é inventariar as formas de utilização do espaço, descrever as maneiras com o o homem explora e transforma a natureza em recurso para atender as “necessidades” humanas. Mas, também, significa captar o riso e a dor que habitam os interstícios da cultura; escutar o canto e o silencio da paisagem; descobrir a festa e as crenças que transformam os espaços em cenários de comunhão e seletividade social; decodificar os signos e símbolos que alimentam a condição humana. Na imagem encontramos a força da natureza e da cultura como um espetáculo que põem diálogo a rede simbólica e material se espraiando em todas as direções”.

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